cultivei toda minha idade em terras encharcadas,
cultura de prantos, cultura do pranto,
não brotava nada,
o caminhar neste tempo era tenso quase úmido. Quase com medo de escorregar a qualquer hora,
quase,
agonizava mas que não morria,
rasgava mas que não deixava cair,
assim aprendi a compreender meu pés,
linguagem dos passos,
deles ouvi histórias de conquistas e outras de lamentações,
registraram todas minhas fraquezas corporais,
meus calejares,
meus escorregares,
então olhei para baixo desapegando de minha sentinela vaidade,
a insalubridade do terreno acolheu meu peso,
não escolheu, só o acomodou ofertando seus próprios moldes,
ganhando formato deixando seu perfumado rastro gelado,
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Estremece o fardo de trigo recém beneficiado
aguardando o tempo cultivar seus amarelos tons do sol
em ritos antigos que ecoam o tempo dos sibilares primaveris
existia alguém responsável pelo colher e que não estava mais lá
sua presença ainda era percebida pelo respingos de proximidade do manto quente do existir
que atropelou o tempo presente consolidando assim o risco, o rastro, o rasgado!
O limite então foi decretado comensalmente como conecto
mesmo ciente da não garantia da dimensão de sua faculdade inteligível!
Seu telescópio virou-se pra terra deixando de lado os mistérios dos céus
duelando com cada gole da cachaça sulfúrica que aniquilava o segundo
tornando a liberdade, mesmo que efemera, possível ludicamente
mas deixando tenso o instante gélido entre o estar e o estado,
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
relato de um deriva(do)
.....tum tum tum tum tum tum......
meu coração não se cansa de mostrar-me com seu som e seu pulsar que ele segue vivo, está lá.....
a todo instante, a todo segundo.
isto não é coisa pouca,
viver na plasticidade do encontrar recheado de significados..sem garantias....sem controlares...
desperto-me à elucidação dos sentidos transmitidos por queridas almas...
finquei meu ancorar neste sonhar concreto...alcancemos juntos nosso continente.
aceitemos o natural de uma nova rechegada,
tum tum tum tum tum tum.....
..que bom que está aqui....
reapresento-me ao seu tocar,
permito-me ao estar
tum ...tum...tum.....
mesmo na existência efêmera de uma possível eternidade
retorno a ilusão do primeiro aspirar do meu nascimento...
ffffffffffffffffffffffffffffffuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
como banhar-se em banhos gelados
gelados lá dos rios do una
....
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Tive a oportunidade do entrar,
Pedi licença ao espaço, respeitar o acolher,
Significar o sentido do lugar,
Experiências do limite tênue entre o estar e o estado,
O balanço e o balançar,
O vento e o soprar,
Portal do germinar –sementes... florescer sonhares...
Que se convida, que se esconde, que se abre,
Como em contos e lendas,
Como na quentura do asfalto,
Um mundo novo se construiu, com seus mistérios, seus encantamentos e significados,
Momentos do registro do primeiro contato, assim como fez o homem ao pisar na Lua ou então ao encontrar as Índias,
Um pouco com medo, um pouco excitado.
Gigante com a imensidão das possibilidades
Particular em todas as suas unidades,
Vontade então de escrever palavras marcas
Marcas de peso, de tinta no papel,
fir. mares simbólicos
De poéticas de encontrares
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
.......a definição "maestro"........ para a arte do tornar-se.......um pouco de tudo, um pouco do nada em italiano ou em espanhol......ou em braile....
...
.pensas que és mais próxima a desta essência do que a um de um professor possa ter..... aquele que amplia e provoca na tentativa da legitimidade.....como em uma teia de .........palavras, amarradas no tempo do papel cansado que suga e suga até o ultimo instante.... ao descolar-se de suas primas folhas ....do conflito eterno da ponta da caneta de pena molhado pelo papel que solta..... no movimento da inércia....
como nas muitas leis da física.....fisis secas, lágrimas vapores!
...o des. telhar de muitas casas, abaladas..desabadas, desconfiguradas.....estranham o chão da terra, sentem o peso da argila dura...despedaçando-se pelo ar.
...
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.pensas que és mais próxima a desta essência do que a um de um professor possa ter..... aquele que amplia e provoca na tentativa da legitimidade.....como em uma teia de .........palavras, amarradas no tempo do papel cansado que suga e suga até o ultimo instante.... ao descolar-se de suas primas folhas ....do conflito eterno da ponta da caneta de pena molhado pelo papel que solta..... no movimento da inércia....
como nas muitas leis da física.....fisis secas, lágrimas vapores!
...o des. telhar de muitas casas, abaladas..desabadas, desconfiguradas.....estranham o chão da terra, sentem o peso da argila dura...despedaçando-se pelo ar.
...
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
"A Educação do campo precisa ser uma educação específica e diferenciada, isto é, alternativa. Mas sobretudo deve ser educação no sentido amplo de processo de formação humana, que constrói referências culturais e políticas para a intervenção das pessoas e dos sujeitos sociais na realidade, visando a uma humanidade mas plena e feliz"
* Por uma educação do campo, pag. 23
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