segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Estremece o fardo de trigo recém beneficiado
aguardando o tempo cultivar seus amarelos tons do sol
em ritos antigos que ecoam o tempo dos sibilares primaveris
existia alguém responsável pelo colher e que não estava mais lá
sua presença ainda era percebida pelo respingos de proximidade do manto quente do existir
que atropelou o tempo presente consolidando assim o risco, o rastro, o rasgado!

O limite então foi decretado comensalmente como conecto
mesmo ciente da não garantia da dimensão de sua faculdade inteligível!

Seu telescópio virou-se pra terra deixando de lado os mistérios dos céus
duelando com  cada gole da cachaça sulfúrica que aniquilava o segundo
tornando a liberdade, mesmo que efemera, possível ludicamente
mas deixando tenso o instante gélido entre o estar e o estado,



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

relato de um deriva(do)

.....tum tum tum tum tum tum......

meu coração não se cansa de mostrar-me com seu som e seu pulsar que ele segue vivo, está lá.....

a todo instante, a todo segundo.

isto não é coisa pouca,

viver na plasticidade do encontrar recheado de significados..sem garantias....sem controlares...

desperto-me à elucidação dos sentidos transmitidos por queridas almas...

finquei meu ancorar neste sonhar concreto...alcancemos juntos nosso continente.

aceitemos o natural de uma nova rechegada,

tum tum tum tum tum tum.....

..que bom que está aqui....

reapresento-me ao seu tocar, 

permito-me ao estar

tum ...tum...tum.....

mesmo na existência efêmera de uma possível eternidade

retorno a ilusão do primeiro aspirar do meu nascimento...

ffffffffffffffffffffffffffffffuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

como banhar-se em banhos gelados

gelados lá dos rios do una

....

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Tive a oportunidade do entrar,
Pedi licença ao espaço, respeitar o acolher,
Significar o sentido do lugar,
Experiências do limite tênue entre o estar e o estado,
O balanço e o balançar,
O vento e o soprar,
Portal do germinar –sementes... florescer sonhares...
Que se convida, que se esconde, que se abre,
Como em contos e lendas,
Como na quentura do asfalto,
Um mundo novo se construiu, com seus mistérios, seus encantamentos e significados,
Momentos do registro do primeiro contato, assim como  fez o homem ao pisar na Lua ou então ao encontrar as Índias,
Um pouco com medo, um pouco excitado.
Gigante com a imensidão das possibilidades
Particular em todas as suas unidades,
Vontade então de escrever palavras marcas
Marcas de peso, de tinta no papel, 
fir. mares simbólicos
De poéticas de encontrares

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

.......a definição "maestro"........ para a arte do tornar-se.......um pouco de tudo, um pouco do nada em italiano ou em espanhol......ou em braile....
...
.pensas que és mais próxima a desta essência do que a um de um professor possa ter..... aquele que amplia e provoca na tentativa da legitimidade.....como em uma teia de .........palavras, amarradas no tempo do papel cansado que suga e suga até o ultimo instante.... ao descolar-se de suas primas folhas ....do conflito eterno da ponta da caneta de pena molhado pelo papel que solta..... no movimento da inércia....
como nas muitas leis da física.....fisis secas, lágrimas vapores!

...o des. telhar de muitas casas, abaladas..desabadas, desconfiguradas.....estranham o chão da terra, sentem o peso da argila dura...despedaçando-se pelo ar.


...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"A Educação do campo precisa ser uma educação específica e diferenciada, isto é, alternativa. Mas sobretudo deve ser educação no sentido amplo de processo de formação humana, que constrói referências culturais e políticas para a intervenção das pessoas e dos sujeitos sociais na realidade, visando a uma humanidade mas plena e feliz" * Por uma educação do campo, pag. 23

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Na desconstrução do amor, no descaído angelical de um beijo, Não há morte mais simples ou outra grande razão... Mas que valha cada dor pelo palpitar, pelo enraizar de uma pequena floresta, Pelo toque das asas de um beija-flor, pelo gotejar de um pinguinho, Pelas coisas simples... a busca incessante de nossos olhares....desejos imensos sem fim, Na voz de uma sanfona, pela força de um dia nublado que venceu o sol, Reservando seus raios.... dos teus toques sinto muita falta, para nos seus cabelos me perder... dividir seu perfume e sua eternidade..... Trovejar até amanhã, deixar cair, deixar chover... Sentir a dor do amor....da comunhão singela, atrás de todos, atrás do palco em dia de samba.... só o existir de nós dois... Pendurado nos varais de qualquer quintal, de qualquer cidade abençoada pelo manto da lembrança da saudade de amar. É disto que falo, é disto que busco....é disto que sigo....meu amar nu, meu amar só...desejando você.