tudo entra em meus ouvidos bem agora que desejo o silêncio,
tudo explode ao meu redor bem agora que desejo compactar,
sou o ralo do mundo e seu odor exala em mim,
o caos impera sempre e isto é internamente insurportável,
insuportável por que internalizei minhas repressões,
prendendo-me em falsas regras reais que de tão reais me alegro em sua falsidade
tornei-me absurdamente viciado em leis universais, em sentidos sem muita variação!
hoje sofro por ter acreditado,
que um dia fui livre, leve, entregue,
percebo, cada dia mais, que estou preso em uma malha densa, limitando minha essência,
encinerando meu ser!
tudo me aliena, roubam minhas atenções...processo longo, não me rendo, não me permito!
Acho, dentro deste ciclone, matérias no ar...um vago ponto de silêncio que desponta depois de um clamor
...um clamor de dor
sigo sem norte, sem sentindo....meu sujeito está esfacelado,
minha bússula quebrou
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Zip
Abro-me ao obscuro processo de abrir......
Tempo já sem tempo, lugar sem lugar................
Não sei mais o que pesar, o que relutar......
Sei que aqui seguirei agora, trabalhando.........
o outro lado, cada folha, cada cheiro.
Ah que cheiro bom, cheiro de madeira velha...............
Velho do jeito que gosto e que há muito não sinto esse odor...
O tempo é preciso mencionar. Outro ritmo, outro bater, outro soar
Aqui abro-me......aqui abram-me
...a janela que mostra o obscuro....está aqui!
Reflete, ou melhor, permite o olhar...
É o que realmente pertence..
Tempo já sem tempo, lugar sem lugar................
Não sei mais o que pesar, o que relutar......
Sei que aqui seguirei agora, trabalhando.........
o outro lado, cada folha, cada cheiro.
Ah que cheiro bom, cheiro de madeira velha...............
Velho do jeito que gosto e que há muito não sinto esse odor...
O tempo é preciso mencionar. Outro ritmo, outro bater, outro soar
Aqui abro-me......aqui abram-me
...a janela que mostra o obscuro....está aqui!
Reflete, ou melhor, permite o olhar...
É o que realmente pertence..
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
...o tempo sem futuro....
....acreditar que não existe o momento seguinte, o passo atrelado ao impulso, o caixe do encaixe....é infinitamente quase impossível. É como se conseguissemos, apenas com uma mão, parar o expresso mais rápido da Índia....janela veloz....ondas....saris, curry! uhhhhrrrrrrrrrrrrr....
desprender essa cola do tempo - futuro é agora.....já foi. sempre corremos para conquistar e logo conhecemos o sabor da derrota....vivemos tentando e sofrendo, criando rastro, alcançamos no máixmo seu perímetro e alcancá-lo já é bom demais!
Cristalizar o corpo.
deixando-o ao vazio inerte
desprender essa cola do tempo - futuro é agora.....já foi. sempre corremos para conquistar e logo conhecemos o sabor da derrota....vivemos tentando e sofrendo, criando rastro, alcançamos no máixmo seu perímetro e alcancá-lo já é bom demais!
Cristalizar o corpo.
deixando-o ao vazio inerte
domingo, 19 de junho de 2011
carta a um amigo que partiu sem dizer adeus
acabo de experimentar um outro lado da infantilidade!
aconteceu novamente, como há tempos isso acontece,
mesmo estranhamento, mesmos espasmos, mesmos espantos.
o tempo parou...terminou...
não mandou cartas, não escreveu poesias, não se despiu como era esperado -
ele, ele simplesmente parou...
Os papos interessantes, o serviço prestado com destresa de um equilibrista(
que desafia o desafiar...o ritmo impresso por sua destresa de ser...
Percebi, na simplicidade de uma criança, que estas lenhas não são mais pra ti...
que o circo fechou, a luz apagou, o trem passou e a noite raiou...só!
Amigo de lá de Castella, de outros lugares...ao lado de Piaf....
aconteceu novamente, como há tempos isso acontece,
mesmo estranhamento, mesmos espasmos, mesmos espantos.
o tempo parou...terminou...
não mandou cartas, não escreveu poesias, não se despiu como era esperado -
ele, ele simplesmente parou...
Os papos interessantes, o serviço prestado com destresa de um equilibrista(
que desafia o desafiar...o ritmo impresso por sua destresa de ser...
Percebi, na simplicidade de uma criança, que estas lenhas não são mais pra ti...
que o circo fechou, a luz apagou, o trem passou e a noite raiou...só!
Amigo de lá de Castella, de outros lugares...ao lado de Piaf....
quarta-feira, 25 de maio de 2011
escrevo agora, depois de longa data. intervalo da razão...intervalo para a razão.
preocupação estética persitente, mas o ar já está um pouco mais leve...
cada dia mais aprofundo-me, internalizo-me....devoro-me
Percebo novamente o perceber, a centrada noção do perceber....aquele que segue lá....
acho que de certa maneira o exílio foi necessário. Era irritantemente difícil de escrever...
já não sou dos dois universos....sou pertencente a duas estações e nisto, sou um cidadão do nada, do sem-tempo....do não lugar...
se sigo pela filosofia.....poderão talvez, ao máximo, dizerem que tentei o não dentro....que alcancei o inalcançavel.... Pois bem, só sei que não posso afirmar e que sinto ainda muito por este estado....
Sei das recíprocas e produção nisto tudo...colho e sinto prazer em colher, porém a dor ainda é maior e, com isso, não sou de lá nem de cá....mesmo sabendo que tudo se encaixará da forma mais desencaixadamente desencaixante....
a observação e a tradução dela é necessária, quê beleza! mas recolhe-me a fato realmente afirmar...
o teclado estava desacostumado já com a tarefa de articular e organizar as letras deste arranjo um pouco confuso.....mas ao mesmo tempo ele está sendo testemunnha de um maravilhoso estado de verdade...
....poderia estar mentindo, poderia estar contando uma história. Abro-me ao acaso, ao levar da semente na boca de um pássaro...ou da menssagem da garrafa....faço ecoar e reverberar o som da minha existência....
sentado ao chão,escutando a maquina lavar e as buzinas dos carros fazendo o que mais sabem fazer......
buzinar...
preocupação estética persitente, mas o ar já está um pouco mais leve...
cada dia mais aprofundo-me, internalizo-me....devoro-me
Percebo novamente o perceber, a centrada noção do perceber....aquele que segue lá....
acho que de certa maneira o exílio foi necessário. Era irritantemente difícil de escrever...
já não sou dos dois universos....sou pertencente a duas estações e nisto, sou um cidadão do nada, do sem-tempo....do não lugar...
se sigo pela filosofia.....poderão talvez, ao máximo, dizerem que tentei o não dentro....que alcancei o inalcançavel.... Pois bem, só sei que não posso afirmar e que sinto ainda muito por este estado....
Sei das recíprocas e produção nisto tudo...colho e sinto prazer em colher, porém a dor ainda é maior e, com isso, não sou de lá nem de cá....mesmo sabendo que tudo se encaixará da forma mais desencaixadamente desencaixante....
a observação e a tradução dela é necessária, quê beleza! mas recolhe-me a fato realmente afirmar...
o teclado estava desacostumado já com a tarefa de articular e organizar as letras deste arranjo um pouco confuso.....mas ao mesmo tempo ele está sendo testemunnha de um maravilhoso estado de verdade...
....poderia estar mentindo, poderia estar contando uma história. Abro-me ao acaso, ao levar da semente na boca de um pássaro...ou da menssagem da garrafa....faço ecoar e reverberar o som da minha existência....
sentado ao chão,escutando a maquina lavar e as buzinas dos carros fazendo o que mais sabem fazer......
buzinar...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
...tomilho - de - proveta...
....não me canso de molhar o meu tomilho! Não sei se por acaso, descaso, tédio, alegria, amor e mais amor...
Sei que ele precisa de água; sem ela ele morre. E morrerá seco e caído sem esta "bendita" água benta-salvadora...
Quem nos fornece a nossa benção diária? A Tv está ganhando....penso que por muito tempo ela será o algoz...
Mas é engraçado o percursso que faço até salva-lo da morte seca. Triste seca em São Paulo....mas não está chovendo? Meu querido tomilho parece não saber disso....é bebe de proveta, criado em laboratório, algo anti-natural. Estou preservando meu tomilho, salvando-o constantemente, rotineiramente, dementemente......salvando-o de sua morte natural! Pra que? Me pergunto agora pra que, porra?
Sei que ele precisa de água; sem ela ele morre. E morrerá seco e caído sem esta "bendita" água benta-salvadora...
Quem nos fornece a nossa benção diária? A Tv está ganhando....penso que por muito tempo ela será o algoz...
Mas é engraçado o percursso que faço até salva-lo da morte seca. Triste seca em São Paulo....mas não está chovendo? Meu querido tomilho parece não saber disso....é bebe de proveta, criado em laboratório, algo anti-natural. Estou preservando meu tomilho, salvando-o constantemente, rotineiramente, dementemente......salvando-o de sua morte natural! Pra que? Me pergunto agora pra que, porra?
Ele clama todo o dia pela morte e eu escravizo seu dilema para apagar a ou transmutar,transfigurar minha vida pequena, sintética, reclusa! Meu tomilho é meu escravo atual....preservo-o contra as intepéries deste nosso clima doido, para saciar meu paladar faminto de profundidade, de habilidade,de suportabilidade.....neste mundo doido em demasia.....Daqui a pouco preciso molhá-lo....que merda....me pego realmente andando em direção a minha neurose, esclerose, simbiose....narcose!
Viva! ou não viva tomilho, eis a questão!
Viva! ou não viva tomilho, eis a questão!
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