escrevo agora, depois de longa data. intervalo da razão...intervalo para a razão.
preocupação estética persitente, mas o ar já está um pouco mais leve...
cada dia mais aprofundo-me, internalizo-me....devoro-me
Percebo novamente o perceber, a centrada noção do perceber....aquele que segue lá....
acho que de certa maneira o exílio foi necessário. Era irritantemente difícil de escrever...
já não sou dos dois universos....sou pertencente a duas estações e nisto, sou um cidadão do nada, do sem-tempo....do não lugar...
se sigo pela filosofia.....poderão talvez, ao máximo, dizerem que tentei o não dentro....que alcancei o inalcançavel.... Pois bem, só sei que não posso afirmar e que sinto ainda muito por este estado....
Sei das recíprocas e produção nisto tudo...colho e sinto prazer em colher, porém a dor ainda é maior e, com isso, não sou de lá nem de cá....mesmo sabendo que tudo se encaixará da forma mais desencaixadamente desencaixante....
a observação e a tradução dela é necessária, quê beleza! mas recolhe-me a fato realmente afirmar...
o teclado estava desacostumado já com a tarefa de articular e organizar as letras deste arranjo um pouco confuso.....mas ao mesmo tempo ele está sendo testemunnha de um maravilhoso estado de verdade...
....poderia estar mentindo, poderia estar contando uma história. Abro-me ao acaso, ao levar da semente na boca de um pássaro...ou da menssagem da garrafa....faço ecoar e reverberar o som da minha existência....
sentado ao chão,escutando a maquina lavar e as buzinas dos carros fazendo o que mais sabem fazer......
buzinar...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
...tomilho - de - proveta...
....não me canso de molhar o meu tomilho! Não sei se por acaso, descaso, tédio, alegria, amor e mais amor...
Sei que ele precisa de água; sem ela ele morre. E morrerá seco e caído sem esta "bendita" água benta-salvadora...
Quem nos fornece a nossa benção diária? A Tv está ganhando....penso que por muito tempo ela será o algoz...
Mas é engraçado o percursso que faço até salva-lo da morte seca. Triste seca em São Paulo....mas não está chovendo? Meu querido tomilho parece não saber disso....é bebe de proveta, criado em laboratório, algo anti-natural. Estou preservando meu tomilho, salvando-o constantemente, rotineiramente, dementemente......salvando-o de sua morte natural! Pra que? Me pergunto agora pra que, porra?
Sei que ele precisa de água; sem ela ele morre. E morrerá seco e caído sem esta "bendita" água benta-salvadora...
Quem nos fornece a nossa benção diária? A Tv está ganhando....penso que por muito tempo ela será o algoz...
Mas é engraçado o percursso que faço até salva-lo da morte seca. Triste seca em São Paulo....mas não está chovendo? Meu querido tomilho parece não saber disso....é bebe de proveta, criado em laboratório, algo anti-natural. Estou preservando meu tomilho, salvando-o constantemente, rotineiramente, dementemente......salvando-o de sua morte natural! Pra que? Me pergunto agora pra que, porra?
Ele clama todo o dia pela morte e eu escravizo seu dilema para apagar a ou transmutar,transfigurar minha vida pequena, sintética, reclusa! Meu tomilho é meu escravo atual....preservo-o contra as intepéries deste nosso clima doido, para saciar meu paladar faminto de profundidade, de habilidade,de suportabilidade.....neste mundo doido em demasia.....Daqui a pouco preciso molhá-lo....que merda....me pego realmente andando em direção a minha neurose, esclerose, simbiose....narcose!
Viva! ou não viva tomilho, eis a questão!
Viva! ou não viva tomilho, eis a questão!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Hoje eu comi bife....
Hoje comi bife,
Posso escrever que não sei porque, mas não sou mais o mesmo...Não consigo mais escrever agora...tento depois.....
Perdi a vontade de dedicar-me ao ato de teclar....pensamentos ainda florescem mas não pretendo, agora mais, dedicar-me....
Posso escrever que não sei porque, mas não sou mais o mesmo...Não consigo mais escrever agora...tento depois.....
Perdi a vontade de dedicar-me ao ato de teclar....pensamentos ainda florescem mas não pretendo, agora mais, dedicar-me....
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
pétalas da preguiça
Preguiça, preguiça...já sei que você está aí! Aliás, sei também porque a senhora vem nos visitar as vezes....
Esta aí é daquelas que paralisam, que "estatizam" o momento, não fazemos mais nada....ela vem, nós sentimos e não fazemos; mas não tem problema...pois agora eu vejo e percebo sua chegada....percebo a oportunidade que ela me trás em suas visitas, como biscoitos que compartiham o chá que esfria...
Agora deixo-a agir consciente, já a desvelei...ela que não sabe...preguiça tola! Ela aparece no e do medo,é uma manisfestação disto...preguiça chata....preguiça infantil...eita preguicinha ruim sô!
O processo é lento mas é contínuo, sinto as transições...sinto as eras....os ciclos.... nossas luas, tremendas luas!
Esta aí é daquelas que paralisam, que "estatizam" o momento, não fazemos mais nada....ela vem, nós sentimos e não fazemos; mas não tem problema...pois agora eu vejo e percebo sua chegada....percebo a oportunidade que ela me trás em suas visitas, como biscoitos que compartiham o chá que esfria...
Agora deixo-a agir consciente, já a desvelei...ela que não sabe...preguiça tola! Ela aparece no e do medo,é uma manisfestação disto...preguiça chata....preguiça infantil...eita preguicinha ruim sô!
O processo é lento mas é contínuo, sinto as transições...sinto as eras....os ciclos.... nossas luas, tremendas luas!
Percebo neste momento isto, construção de minha história, base de minha clivagem, estrutura da minha consciência...
Como nos transformamos em nossas voltas, em nossos giros...precisamos nos render ao carrossel, em seus altos e baixos para que possamos compreender que neste jogo, o sair de posição requer tempo, volta-se no tempo, viaja-se no tempo....Kant nos deu a base de nossa percepção delineada por este signo....
....ainda não percebemos nossa preguiça....
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
auto retrato
Auto retrato atualmente é, em uma veloz análise, algo flexivel, volátil nos tempos atuais - troca-se a moldura como troca-se de desodorantes, mas não esqueçamos que o que realmente interessa é o momento da interação sujeito -objeto. Produto da captação. A imagem concretiza o ato...agir.
Por isso demorei-me um pouco a me revelar... Sinto-me em voltas, girando lentamente, vendo o circo rodar.
Nestas "voltanças" me surpreendo com meus encontros, enrolo-me, enforco-me! Difícil arte de posar. Posar requer significado, volição, vontade...estar posando, como diriam meus parentes "tugas"retrata o domínio da ação...
O passo dá quase a letra, de que vou tão devagar, mas sigo em frente, que frente é essa? Sinto-me como um caminhão abarrotado muitas horas...
Quando quero aprofundo-me em mim...preciso, faz falta. Como é difícil esse ritmo da cidade! A leitura é vagarosa, perco palavras, perco amigos...
..o caminho continua, preciso correr (rs)!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
equilibrio
hoje tirei o casaco. ele pesava já há algum tempo.
casaco-protetor, casaco-ilusão, casaco-conforto.
resolvi embarcar nesse movimento, despi-me sem pudor.
sem pudor mas com dor, quem disse que não haveria dor?
dor feliz, dor na alma, voltei a ser o que era, sem retoques.
vivi novamente o mesmo tempo, tempo que não se foi.
Achei que tinha ido e não foi.
estava lá, bem debaixo do casaco. eita casaco pesado.
momento estranho, me senti comum sem o veneno.
ainda não posso...desejo que possa...equilibrio
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Soubesse
Se ela soubesse o que se passa
Se ela soubesse o nome do tufão
Se ela soubesse o tamanho do rio Solimões...
Talvez entenderia o transtorno, talvez não!
Só sei que se ela soubesse, ai se ela soubesse
A imensidão pesada, a dor nas costas, a ira solitária dentro de um lago quieto
Se ela soubesse o caminho que nem eu sei
Se ela pudesse saber o que eu mesmo nem sei
Se ela abraçasse o abraço que quero
Talvez ajudasse, talvez a ajudasse, talvez me ajudasse a desvendar o mistério
Ah se ela soubesse
Se ela soubesse o nome do tufão
Se ela soubesse o tamanho do rio Solimões...
Talvez entenderia o transtorno, talvez não!
Só sei que se ela soubesse, ai se ela soubesse
A imensidão pesada, a dor nas costas, a ira solitária dentro de um lago quieto
Se ela soubesse o caminho que nem eu sei
Se ela pudesse saber o que eu mesmo nem sei
Se ela abraçasse o abraço que quero
Talvez ajudasse, talvez a ajudasse, talvez me ajudasse a desvendar o mistério
Ah se ela soubesse
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