"Ningém liberta ninguém. Ninguém se liberta sozinho.
Os Homens se libertam em comunhão"
Paulo Freire
terça-feira, 28 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A passagem do reconhecimento para a carência....
Trilha para este momento
Grande noite. Estrelada? Lua cheia? Amorosa?
Grande noite. Estrelada? Lua cheia? Amorosa?
Não!!!
Mesmo assim ela foi grande... foi imensa, fria. Foi sem proteção!
Senti o peso do escuro, seu vento gelado, busquei proteção.
A consciência estava já presente, percebia a "tragédia" cíclica. Esta noite não, não tive o que queria.
Ela por um lado me ajudou a não me culpar, a idealizar. Fui real, não reprimi, não me vesti...mostrei a reação que antes mascarava. A "Bal masque"ficou sem um integrante...
Corri, fugi, tentei por alguns segundos chantagear, o banho veio...a calma e a ponderação. Ufa...a ferida não foi coberta...ainda bem. Não tive socorro, não tive colo, não tive nada....essa noite não era mesmo minha...não era pra mim...não podia ter...
Senti novamente a noite pesada do mundo, o peso do espaço nas minhas costas sem proteção.
Imóvel fiquei, sem piscar, sentindo a tristeza pesar.
Percebo um novo mundo, algo um pouco familiar, porém muito estranho. Desconheço.
Há muito tempo não me sinto assim, talvez como um filhote que chega a um lar novo...ele não quer largar o seu sono, sua ilusão.
O chão é gelado, aspero! Enraízo...sigo andando...
Devagar...mais devagar que o tempo das raízes buscando água...
Ela se acostumou à terra estranha e inóspita. Ergueu-se sobre seu corpo um império...
Carência...transição do reconhecimento para a paz da aceitação da realidade...
busco
Carência...transição do reconhecimento para a paz da aceitação da realidade...
busco
Chego...
sofro
sofro
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Como viver sem ser reconhecido? Isto soa muito estranho para mim! Por que preciso disto? Já isso me parece óbvio!
Óbvio e dúbio também já que quando penso em tudo isso, percebo que sempre me incentivaram a isso e, para não me eximir da responsabilidade também, eu adoro essa sensação. Adoro por que?
Um dos caminhos é que construi minha essencia na delícia de ser o centro...de tudo, um estilo andrecentrico de ser...foi-me dado, alimentado e incorporado!
Agora começo a vasculhar as estradas para esse entendimento e percebo alguns sinais importantes. Por que, então, sou insasiável? Já que me esbanjei de muito afeto, por que sempre quis mais e não contentei com que já tinha...sempre me iludi por mais, não cuidei do que tinha...
Percebo que a maturidade me trouxe coisas ótimas como a segurança. A segurança foi na verdade fundamental já que, nos tempos da escola, adolescencia e inicio da "fase" adulta era muito inseguro.
Desde o periodo das verdinhas, já não é mais assim. Minha segurança veio, pouco a pouco, me reconquistando!
Ela apareceu associada as demonstrações de icentivo sobre mim mesmo...Voltei a acreditar...."Tenho fé"
A fé era oprimida pela insegurança...
Hoje, percebo a dinâmica. Percebo a razão do início do meu egoísmo, ansiedade, falta de cuidados, respeito e valores! Me coloquei novamente no trono, sou rei...penso que sou na verdade, mas na hora que penso me sinto como tal.
Isto é apenas um início, inicio com menos culpas, mas com mais medos... A leveza me toma pelo entedimento...sigo caminhando...passo a passo....
Um ponto agora é não deixar me culpar, fazer que aumente minha ilusão, venerar algo que não sou. Sou tentado desde sempre a não validar minhas ações, significa-las no pejorativo social...elas não se enquadram realmente...Porém, elas são minhas expressões, minha identidade, algo que sou...
A idéia da compreensão me conforta, é nisto que me sustendo, não na ilusão, mas justamente no meu entendimento me possibilitando a ser feliz...melhor FELIZ.
Volto a questão da segurança e sua relação com meu momento agora...Sinto fome pelo reconhecimento, algo que preenche um vazio de anos sem contato com o inicio, com o ouro, com o centro...De certa forma, fui resgatado para voltar a condição de onde, acho eu, nunca quis ter saído.
Por que sofro então? A resposta está na minha não aceitação desta condição; julguei-me, percebi um lado não tão belo nesta história. Poderia ser como alguns são e sabem que são. Algumas pessoas que não idealizaram outro ser, outra posição. Conhecidos que estão também neste centrismo alucinante mas parecem que não sofrem desta condição, pelo contrário, exaltam a todos os cantos... Por que desejei e ainda desejo o impossível? Sou fadado a esta condição? Tenho medo...mas que merda, por que me vem o medo? Estou na dúvida se existe transformação ou se existe aceitação...será que pela aceitação...chegaremos na transformação?
Tenho fé
Óbvio e dúbio também já que quando penso em tudo isso, percebo que sempre me incentivaram a isso e, para não me eximir da responsabilidade também, eu adoro essa sensação. Adoro por que?
Um dos caminhos é que construi minha essencia na delícia de ser o centro...de tudo, um estilo andrecentrico de ser...foi-me dado, alimentado e incorporado!
Agora começo a vasculhar as estradas para esse entendimento e percebo alguns sinais importantes. Por que, então, sou insasiável? Já que me esbanjei de muito afeto, por que sempre quis mais e não contentei com que já tinha...sempre me iludi por mais, não cuidei do que tinha...
Percebo que a maturidade me trouxe coisas ótimas como a segurança. A segurança foi na verdade fundamental já que, nos tempos da escola, adolescencia e inicio da "fase" adulta era muito inseguro.
Desde o periodo das verdinhas, já não é mais assim. Minha segurança veio, pouco a pouco, me reconquistando!
Ela apareceu associada as demonstrações de icentivo sobre mim mesmo...Voltei a acreditar...."Tenho fé"
A fé era oprimida pela insegurança...
Hoje, percebo a dinâmica. Percebo a razão do início do meu egoísmo, ansiedade, falta de cuidados, respeito e valores! Me coloquei novamente no trono, sou rei...penso que sou na verdade, mas na hora que penso me sinto como tal.
Isto é apenas um início, inicio com menos culpas, mas com mais medos... A leveza me toma pelo entedimento...sigo caminhando...passo a passo....
Um ponto agora é não deixar me culpar, fazer que aumente minha ilusão, venerar algo que não sou. Sou tentado desde sempre a não validar minhas ações, significa-las no pejorativo social...elas não se enquadram realmente...Porém, elas são minhas expressões, minha identidade, algo que sou...
A idéia da compreensão me conforta, é nisto que me sustendo, não na ilusão, mas justamente no meu entendimento me possibilitando a ser feliz...melhor FELIZ.
Volto a questão da segurança e sua relação com meu momento agora...Sinto fome pelo reconhecimento, algo que preenche um vazio de anos sem contato com o inicio, com o ouro, com o centro...De certa forma, fui resgatado para voltar a condição de onde, acho eu, nunca quis ter saído.
Por que sofro então? A resposta está na minha não aceitação desta condição; julguei-me, percebi um lado não tão belo nesta história. Poderia ser como alguns são e sabem que são. Algumas pessoas que não idealizaram outro ser, outra posição. Conhecidos que estão também neste centrismo alucinante mas parecem que não sofrem desta condição, pelo contrário, exaltam a todos os cantos... Por que desejei e ainda desejo o impossível? Sou fadado a esta condição? Tenho medo...mas que merda, por que me vem o medo? Estou na dúvida se existe transformação ou se existe aceitação...será que pela aceitação...chegaremos na transformação?
Tenho fé
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Covas
Podemos reclamar das autoridades, dos onibus cheios, do calor desertico, do desrespeito quase que universal, enfim, de tantas coisas que atualmente nos chateiam...outros preferem outras saídas. Se calar como que, dizendo para o seu íntimo, seu interior...
"De que me adianta isso tudo, prefiro a poupança de palavras, não as gaste ainda".
A letargia consolidou-se, generalizada, sem perspectivas imediatas para o açoite. Isto quer dizer que ainda suportaremos mais indignações. Ainda há espaço para estes tratamentos...Existe ainda um vazio. É tempo para isso...
A certeza da virada é presente, como as iniciais pegadas de um lagarto em dia de sol! Julguem o necessário, façam as apostas... ele, ao meio dia, é Rei, ele observa!
A alternância chegará, como um galo vermelho desbotado, marcado e faminto...Cortará cabeças, bicará a velharada...comerá seus filhos....inoculará seu veneno temido...não como agora, bem diferente, bem pior!
Viva! Transvestiram-se com algo diferente, mudaram frases, deturparam conceitos....estupidos dos que não perceberam ou fingem não perceber.
Viva! Transvestiram-se com algo diferente, mudaram frases, deturparam conceitos....estupidos dos que não perceberam ou fingem não perceber.
No cemitério ainda restam covas....
Ainda acredito na História.
domingo, 29 de agosto de 2010
Luz no porão
Ontem dormi triste.
Tive contato novamente com aquilo de que não domino e não compreendo claramente.
Coisas antigas não trabalhadas e, cada vez mais vivo dentro de mim.
Triste porque poderia ser 'belo' e não é. Reflexo da vivência, espelho de valores, de olhares.
Antes guardava no fundinho, trancafiado, subjulgado, impenetrável.
Esta força é viva dentro de mim, algo da infância, infantil, manhoso, acelerado pela ansia gerada.
Pessoas queridas foram envolvidas. Pessoas queridas sentiram o peso da minha existencia que clama por ser ouvida.
Não foi justo!
Novamente expus o porão...
Ontem dormi aliviado pela Verdade.
Tive contato sim, não me recriminei quando analisei, me responsabilizei.
Percebo o quão longe estou diante destas 'coisas', percebo o reflexo da essência.
Feliz por observar a realidade, sem filtros, sem balança. Reflexo meu, da minha história, de meu olhar.
Agora deixo à tona, não submerge mais, é forte, mas está viva. Massa existencial, acumulo de minha identidade.
Esta força é minha viva dentro de mim, algo sim da infância, percebo como infantil e manhosa também...ótimo para ser contactada, acalmada, desacelerada, entendida.
Pessoas queridas foram envolvidas. Nós nos percebemos pelos outros também, sentimos o jogo dialético, embora necessite cuidado, isto é meu...
Canalizo na reflexão dos atos.
Trouxe a luz para o porão...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Perdi por um minuto a gerência de minha consciência! Saí por um instante, coloquei-me em risco. Ficar no automático está sendo um risco para mim, mas esta posse da "luz", esta sendo trabalhada....
A continuidade do processo só é alcançada com verdade e cumplicidade....há outros envolvidos....pessoas estimadas.....
Ao menos, sinto-me firme pelos novos desafios traçados....nesta etapa faço de minha vida uma experimentação, percebo os sintomas, os sons, os sentimentos, as indecisões, as alegrias...... escuto o meu escutar.... os ecos de minha expressão.
Deixei para trás a segurança da ilusão, vivo com o real...cada dia mais.......não posso omitir....a dor está presente, mas um certo sorriso também....sorriso oriental....Ganges.
O tempo está sendo reciclado, recriado, transformado.....ele pede isto...admiti meu fogo com ar.....agora desejo a terra.....enterro-me ...aprofundo a intenção, acredito nas raízes...admiro o sólido!
A continuidade do processo só é alcançada com verdade e cumplicidade....há outros envolvidos....pessoas estimadas.....
Ao menos, sinto-me firme pelos novos desafios traçados....nesta etapa faço de minha vida uma experimentação, percebo os sintomas, os sons, os sentimentos, as indecisões, as alegrias...... escuto o meu escutar.... os ecos de minha expressão.
Deixei para trás a segurança da ilusão, vivo com o real...cada dia mais.......não posso omitir....a dor está presente, mas um certo sorriso também....sorriso oriental....Ganges.
O tempo está sendo reciclado, recriado, transformado.....ele pede isto...admiti meu fogo com ar.....agora desejo a terra.....enterro-me ...aprofundo a intenção, acredito nas raízes...admiro o sólido!
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