quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

pétalas da preguiça

Preguiça, preguiça...já sei que você está aí! Aliás, sei também porque a senhora vem nos visitar as vezes....

Esta aí é daquelas que paralisam, que "estatizam" o momento, não fazemos mais nada....ela vem, nós sentimos e não fazemos; mas não tem problema...pois agora eu vejo e percebo sua chegada....percebo a oportunidade que ela me trás em suas visitas, como biscoitos que compartiham o chá que esfria...

Agora deixo-a agir consciente, já a desvelei...ela que não sabe...preguiça tola! Ela aparece no e do medo,é uma manisfestação disto...preguiça chata....preguiça infantil...eita preguicinha ruim sô!

O processo é lento mas é contínuo, sinto as transições...sinto as eras....os ciclos.... nossas luas, tremendas luas!

Percebo neste momento isto, construção de minha história, base de minha clivagem, estrutura da minha consciência...

Como nos transformamos em nossas voltas, em nossos giros...precisamos nos render ao carrossel, em seus altos e baixos para que possamos compreender que neste jogo, o sair de posição requer tempo, volta-se no tempo, viaja-se no tempo....Kant nos deu a base de nossa percepção delineada por este signo....

....ainda não percebemos nossa preguiça....


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

auto retrato

Auto retrato atualmente é, em uma veloz análise, algo flexivel, volátil nos tempos atuais - troca-se a moldura como troca-se de desodorantes, mas não esqueçamos que o que realmente interessa é o momento da interação  sujeito -objeto. Produto da captação. A imagem concretiza o ato...agir.
Por isso demorei-me um pouco a me revelar... Sinto-me em voltas, girando lentamente, vendo o circo rodar.
Nestas "voltanças" me surpreendo com meus encontros, enrolo-me, enforco-me! Difícil arte de posar. Posar requer significado, volição, vontade...estar posando, como diriam meus parentes "tugas"retrata o domínio da ação...
O passo dá quase a letra, de que vou tão devagar, mas sigo em frente, que frente é essa? Sinto-me como um caminhão abarrotado muitas horas...
Quando quero aprofundo-me em mim...preciso, faz falta. Como é difícil esse ritmo da cidade! A leitura é vagarosa, perco palavras, perco amigos...
..o caminho continua, preciso correr (rs)! 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

equilibrio

hoje tirei o casaco. ele pesava já há algum tempo.
casaco-protetor, casaco-ilusão, casaco-conforto.
resolvi embarcar nesse movimento, despi-me sem pudor.
sem pudor mas com dor, quem disse que não haveria dor?
dor feliz, dor na alma, voltei a ser o que era, sem retoques.
vivi novamente o mesmo tempo, tempo que não se foi.
Achei que tinha ido e não foi.
estava lá, bem debaixo do casaco. eita casaco pesado.
momento estranho, me senti comum sem o veneno.
ainda não posso...desejo que possa...
equilibrio

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Soubesse

Se ela soubesse o que se passa
Se ela soubesse o nome do tufão
Se ela soubesse o tamanho do rio Solimões...

Talvez entenderia o transtorno, talvez não!
Só sei que se ela soubesse, ai se ela soubesse
A imensidão pesada, a dor nas costas, a ira solitária dentro de um lago quieto

Se ela soubesse o caminho que nem eu sei
Se ela pudesse saber o que eu mesmo nem sei
Se ela abraçasse o abraço que quero

Talvez ajudasse, talvez a ajudasse, talvez me ajudasse a desvendar o mistério

Ah se ela soubesse

terça-feira, 28 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A passagem do reconhecimento para a carência....

Trilha para este momento


Grande noite. Estrelada? Lua cheia? Amorosa?

Não!!!

Mesmo assim ela foi grande...  foi imensa, fria. Foi sem proteção!
Senti o peso do escuro, seu vento gelado, busquei proteção.
A consciência estava já presente, percebia a "tragédia" cíclica. Esta noite não, não tive o que queria.
Ela por um lado me ajudou a não me culpar, a idealizar. Fui real, não reprimi, não me vesti...mostrei a reação que antes mascarava. A "Bal masque"ficou sem um integrante...
Corri, fugi, tentei por alguns segundos chantagear, o banho veio...a calma e a ponderação. Ufa...a ferida não foi coberta...ainda bem. Não tive socorro, não tive colo, não tive nada....essa noite não era mesmo minha...não era pra mim...não podia ter...
Senti novamente a noite pesada do mundo, o peso do espaço nas minhas costas sem proteção. 
Imóvel fiquei, sem piscar, sentindo a tristeza pesar.
Percebo um novo mundo, algo um pouco familiar, porém muito estranho. Desconheço.
Há muito tempo não me sinto assim, talvez como um filhote que chega a um lar novo...ele não quer largar o seu sono, sua ilusão. 
O chão é gelado, aspero! Enraízo...sigo andando...
Devagar...mais devagar que o tempo das raízes buscando água...
Ela se acostumou à terra estranha e inóspita. Ergueu-se sobre seu corpo um império...
Carência...transição do reconhecimento para a paz da aceitação da realidade...
busco
Chego...

sofro